Projeto Costuras Literárias oferece formação para professores e alunos da rede pública de ensino, com patrocínio da Jacobina Mineração e do Instituto Pan American Silver pela Lei Federal de Incentivo à Cultura

Oficinas do Costuras Literárias começam em setembro / Foto de Alex Félix 

Cerca de 100 jovens estudantes de Jacobina vão participar, a partir de sexta-feira, 4 de setembro, de oficinas de literatura, arte e educação voltadas à inclusão. As atividades integram o Projeto Costuras Literárias e serão realizadas até dezembro em seis escolas públicas da região. A programação também inclui formação para professores das instituições de ensino. Em sua primeira edição, a iniciativa conta com o patrocínio da Jacobina Mineração e do Instituto Pan American Silver, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Entre as localidades contempladas estão o Povoado do Velame, o Povoado do Pau Ferro, o Povoado Malhadinha de Dentro, a Comunidade Quilombola do Bairro da Bananeira e o Colégio Municipal Gilberto Dias de Miranda (Comuja), no bairro Félix Tomaz, além da Escola Carlos Gomes, na comunidade quilombola do Bairro da Bananeira.

Durante os encontros, os estudantes vão ouvir histórias, desenhar, pintar, costurar, participar de atividades musicais e teatrais e experimentar recursos táteis e sensoriais. Os conteúdos serão organizados em quatro ciclos, dedicados a temas como convivência, autismo, deficiência visual e surdez. Libras, Braille e audiodescrição estão entre os recursos utilizados nas atividades.

Formação dos professores

A programação começa antes para os professores, nesta terça-feira, dia 1º de setembro, com as formações destinadas a 100 profissionais da rede pública local. Os encontros presenciais serão uma vez por mês, com quatro horas de duração, combinando conteúdo teórico e atividades práticas. A proposta é discutir situações do cotidiano escolar e ampliar as possibilidades de trabalho dos educadores sobre deficiência, diversidade e acessibilidade. “Cada formação realizada, cada criança alcançada pode ajudar a transformar olhares”, defende a idealizadora e coordenadora do projeto, Gabriela Souza.

Ao final do ciclo, o trabalho desenvolvido com os estudantes vai resultar em livros, contendo textos, desenhos e outros materiais relacionados aos temas discutidos. O conteúdo vai ser reunido e incorporado às Bibliotecas Itinerantes do projeto, que permanecerão nas escolas. “Esperamos que esta primeira edição deixe não apenas produtos e registros, mas também conhecimentos, afetos, novas práticas e multiplicadores capazes de continuar essa construção”, vislumbra Gabriela.