A passagem do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto por Jacobina nesta sexta-feira movimentou o cenário político local e regional. O desembarque aconteceu por volta das 17h10, no aeródromo da cidade, onde Neto foi recepcionado por lideranças de Jacobina e de municípios vizinhos.

Entre os presentes estavam representantes políticos da região, como o vice-prefeito de Miguel Calmon, o prefeito de Ourolândia, o ex-prefeito de Caldeirão Grande, o ex-prefeito de Umburanas, o vereador Juliano Cruz, além de lideranças partidárias, apoiadores e um público que acompanhou a chegada do grupo político. ACM Neto também estava acompanhado de João Roma, pré-candidato ao Senado pelo PL e ex-ministro do governo Bolsonaro.

No caso de Paulo Henrique, a presença no ato reforça uma movimentação que vem sendo observada no campo político local. Como presidente municipal do PSDB, ele tem atuado na reorganização partidária em Jacobina e no fortalecimento do diálogo com lideranças estaduais da legenda, tendo como principal referência o deputado federal Adolfo Viana, nome de destaque do PSDB na Bahia.

Nos bastidores, cresce a leitura de que Paulo Henrique pode se consolidar como um dos nomes de Jacobina para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Empresário, dirigente classista e liderança partidária, Paulo vem defendendo pautas ligadas ao empreendedorismo, desenvolvimento regional, geração de emprego e modernização da gestão pública.

Já Luciano da Locar, ex-prefeito de Jacobina, também aparece naturalmente nas conversas políticas da região. Com histórico administrativo no município e presença no PSDB, seu nome é lembrado em outro campo de discussão: a candidatura à Câmara Federal.

O ponto central é que a recepção a ACM Neto não foi apenas um ato protocolar. A cena política registrada no aeródromo de Jacobina deixou sinais de movimentação, aproximação e reposicionamento de lideranças locais.

Nenhuma candidatura foi anunciada oficialmente. Mas, na política, nem sempre os movimentos começam por discursos. Muitas vezes, começam por presenças, gestos, fotografias e bastidores.

A pergunta que fica no ar é direta: Jacobina está se preparando para voltar a ter nomes próprios com força nas eleições de 2026?

Por enquanto, não há resposta fechada. Mas a movimentação desta sexta-feira mostra que o tabuleiro regional começou a se mexer.

E quando Jacobina se movimenta, a região observa.