Agência CNM, com informações do Inmet
 

Os primeiros dias de 2017 têm sido marcados por altas temperaturas na maioria dos Municípios do País. Os registros elevados nos termômetros são característicos do verão, que teve início em dezembro do ano passado no hemisfério Sul. Apesar da intensidade do calor, a expectativa é de que a estação mais quente do ano seja marcada por chuvas generalizadas em quase todas as regiões brasileiras.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão de 2017 terá como característica a atuação, de forma fraca, do fenômeno oceânico-atmosférico conhecido como La Niña. De modo geral, a ocorrência deste fenômeno, com baixa intensidade, é favorável às chuvas na região Nordeste e desfavorável no Sul, principalmente no Estado do Rio Grande do Sul nos meses de verão e outono.

Entretanto, outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da região Sul poderão influenciar, dependendo das suas características climáticas durante essas estações. Nesse caso, a frequência de chuvas pode ser alterada, intensificando ou atenuando os efeitos do La Niña.

Nordeste e Sul
De acordo com o Inmet, a climatologia do Nordeste é marcada pelo início das chuvas em janeiro – pré-estação. Os Municípios da região sofrem com uma sequência de cinco anos de seca. Nesse contexto, um estudo feito em anos anteriores apontou que costuma ocorrer um intervalo de um a dois anos de chuvas na região após períodos longos de estiagem como o de agora. Dessa forma, a tendência é de que neste ano o verão seja bastante chuvoso.

Apesar disso, o Inmet alerta para a importância da gestão minuciosa dos recursos hídricos. Já na Região Sul a distribuição de chuvas pode ser bastante irregular. A justificativa do Inmet é de que há previsão de formação persistente da chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Com isso, a consequência é a diminuição na precipitação – condição atmosférica – em grande parte do sul brasileiro.